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Conheça os Bilionários Donos dos Times Que Se Enfrentam no Super Bowl LX

Robert Kraft entende bem o que é vencer. No domingo (08), seu New England Patriots disputará o Super Bowl pela 11ª vez desde que ele comprou a franquia, em 1994. Nenhum outro proprietário da NFL chega perto desse total — o segundo lugar é dividido pela família Rooney, do Pittsburgh Steelers, e pela família DeBartolo-York, do San Francisco 49ers, com oito participações no maior jogo do futebol americano.

E, se o time de Kraft conseguir superar o Seattle Seahawks no Super Bowl LX, os Patriots se tornarão a primeira franquia da NFL a conquistar um sétimo Troféu Lombardi, quebrando o empate que mantêm com os Steelers desde 2019.

Independentemente do resultado em campo, porém, Kraft já saiu vencedor. Vindo de uma origem humilde nos subúrbios de Boston, o empresário de 84 anos agora tem fortuna estimada em US$ 13,8 bilhões (R$ 73,14 bilhões), ocupando a 78ª posição na lista Forbes 400 de 2025, ranking definitivo dos americanos mais ricos. Grande parte dessa riqueza vem do crescimento impressionante dos Patriots, a quarta franquia mais valiosa da NFL, avaliada em US$ 9 bilhões (R$ 47,7 bilhões), incluindo dívidas — um salto gigantesco em relação aos US$ 172 milhões (R$ 911,6 milhões) que Kraft pagou há três décadas.

Se a história servir de referência, eles ainda não terminaram de ampliar essa vantagem.

Desde 1998, quando a Forbes começou a avaliar as franquias da NFL, os times se valorizaram mais de 2.300% em média, passando de US$ 288 milhões (R$ 1,53 bilhão) para US$ 7,1 bilhões (R$ 37,63 bilhões), impulsionados em grande parte pelas receitas crescentes de direitos de transmissão, que renderam a cada clube cerca de US$ 392 milhões (R$ 2,08 bilhões) na última temporada.

Os Seahawks, avaliados em US$ 6,7 bilhões (R$ 35,51 bilhões), a 14ª franquia mais valiosa da liga, devem manter esse ritmo neste ano. Embora o time tenha afirmado na semana passada que não está à venda, muitos executivos da liga acreditam que a franquia será colocada no mercado em algum momento após o Super Bowl e poderá alcançar um preço recorde em uma venda de controle — provavelmente superior a US$ 7 bilhões (R$ 37,1 bilhões) e, caso haja disputa entre compradores, possivelmente bem mais.

“Essa sempre foi a história da NFL”, diz Marc Ganis, presidente da consultoria Sportscorp, frequentemente chamado de “33º dono” da liga por seus laços próximos com os tomadores de decisão do futebol americano. “As partes pagam mais porque enxergam um negócio, uma gestão e uma estrutura de liga tão fortes que ele valerá mais no futuro do que vale hoje.”

O cofundador da Microsoft Paul Allen comprou os Seahawks em 1997 por US$ 194 milhões (R$ 1,03 bilhão) e, desde sua morte em 2018, o time é controlado por seu espólio, com sua irmã, Jody Allen, atuando como presidente tanto dos Seahawks quanto do Portland Trail Blazers, da NBA. Mas o testamento de Allen determinava que seus ativos esportivos fossem eventualmente vendidos e o dinheiro doado à caridade, o que durante anos alimentou especulações sobre quando os times seriam colocados à venda.

Espera-se que os Trail Blazers tenham um novo dono em breve, após anunciarem em setembro um acordo com Tom Dundon, proprietário do Carolina Hurricanes, por US$ 4,25 bilhões (R$ 22,53 bilhões). Agora, com os Seahawks às portas de disputar seu segundo título de Super Bowl, parece que chegou a vez deles. E, embora Jody Allen não receba nada do que promete ser uma transação recorde, a venda pode elevar os valores das franquias em toda a liga e aumentar a fortuna de outros donos da NFL — incluindo Kraft.

New England Patriots

Para Kraft, os Patriots sempre foram algo pessoal.

Para desagrado do pai, que esperava que o filho evitasse os esportes e se tornasse rabino, Kraft cresceu como torcedor fanático dos times de Boston. Em 1971, mais de uma década após atuar como running back e defensive back na Universidade de Columbia, ele comprou carnês de temporada dos Patriots para seus quatro filhos. Sua falecida esposa, Myra, achou que era um gasto irresponsável.

“Foi a única vez que eu a ouvi gritar com ele”, contou o filho mais velho, Jonathan Kraft, hoje presidente dos Patriots, à Forbes em um perfil publicado em 2005.

Naquela altura, Kraft já podia pagar. Seu sogro era dono da Rand-Whitney, empresa que transformava papel em embalagens para alimentos, cosméticos e brinquedos. Em 1968, Kraft adquiriu metade do negócio por meio de uma compra alavancada, assumindo o restante poucos anos depois. A empresa acabou integrando outras linhas, como transporte e fabricação do papel usado nas embalagens. Hoje, o Kraft Group gera mais de US$ 6 bilhões (R$ 31,8 bilhões) em receita, segundo estimativas da Forbes, ocupando a 95ª posição na lista de maiores empresas privadas dos EUA em 2025.

À medida que seus negócios cresciam, Kraft investia em sua paixão. Em 1975, comprou sua primeira franquia esportiva: um time profissional de tênis chamado Boston Lobsters, que encerrou as atividades três anos depois. Após tentativas frustradas de adquirir o Boston Red Sox e o Boston Celtics, ele seguiu um caminho arriscado rumo à compra dos Patriots.

Tudo começou com o terreno ao redor do estádio da equipe, em Foxborough, Massachusetts. Kraft comprou uma opção de dez anos, pagando US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) por ano, que lhe dava prioridade na aquisição do imóvel por US$ 18 milhões (R$ 95,4 milhões). Três anos depois, adquiriu o próprio estádio com um parceiro por US$ 25 milhões (R$ 132,5 milhões).

Assim, quando o então dono dos Patriots, James Busch Orthwein, decidiu em 1993 transferir o time para St. Louis ou vendê-lo, Kraft tinha o controle: qualquer interessado precisava negociar com ele primeiro. Em vez disso, Kraft foi a St. Louis e fechou sua própria compra em 1994, pagando o então valor recorde de US$ 172 milhões (R$ 911,6 milhões).

Nas décadas seguintes, Kraft não apenas levou os Patriots para um novo estádio, como também comandou uma das fases mais vitoriosas da história do esporte profissional. Com o quarterback Tom Brady e o técnico Bill Belichick, o time acumulou 19 temporadas consecutivas com campanhas vencedoras entre 2001 e 2019, conquistou 17 títulos da divisão AFC East e venceu seis Super Bowls, além de disputar outros dois.

Ainda assim, sua gestão não foi isenta de controvérsias. O time foi multado e perdeu escolhas de draft em duas ocasiões: após a temporada de 2007, por gravar ilegalmente os sinais defensivos do New York Jets, e no escândalo Deflategate, quando foi acusado de usar bolas com pressão abaixo do permitido na final da AFC de 2014. Em 2019, Kraft também enfrentou acusações de solicitação de prostituição após visitar um spa na Flórida; as acusações foram retiradas por inadmissibilidade das provas.

Mesmo assim, sua influência na NFL foi enorme, em áreas como relações trabalhistas, expansão internacional e direitos de transmissão. Ele ajudou, por exemplo, a trazer a CBS de volta às transmissões após a Fox assumir os direitos nos anos 1990. Atualmente, preside o comitê de mídia da liga.

Apesar dessas contribuições, Kraft terá de esperar ao menos mais um ano para entrar no Hall da Fama do Futebol Americano Profissional, após não ser escolhido na votação da turma de 2026.

Seattle Seahawks

Se não fosse Paul Allen, os Seahawks talvez tivessem deixado Seattle décadas atrás.

A franquia era anteriormente controlada pelo incorporador imobiliário Ken Behring, insatisfeito com o estádio Kingdome, que tentou transferir o time para Los Angeles, chegando a mover as operações para Anaheim em 1996. A mudança foi barrada pelo contrato de locação do estádio, válido até 2005, e por ameaças de multas diárias de seis dígitos impostas pela NFL.

Felizmente para a liga, Allen estava pronto para intervir quando a venda se tornou inevitável. Nascido em Seattle, ele havia acumulado fortuna ao cofundar a Microsoft com Bill Gates — embora tenha deixado a empresa em 1975 após ser diagnosticado com doença de Hodgkin — e já tinha experiência no esporte, comprando o Trail Blazers em 1988 por US$ 70 milhões (R$ 371 milhões). Um ano após a tentativa frustrada de mudança, adquiriu os Seahawks por US$ 194 milhões (R$ 1,03 bilhão), um recored para a época. .

A venda mudou completamente o rumo da franquia. Allen ajudou a viabilizar um novo estádio, inaugurado em 2002, contribuindo com US$ 130 milhões (R$ 689 milhões) dos US$ 430 milhões (R$ 2,28 bilhões) necessários para construir o que hoje se chama Lumen Field. Seattle, que havia chegado aos playoffs apenas quatro vezes desde sua fundação, passou a ser presença constante na pós-temporada. Sob Allen, o time disputou dois Super Bowls e conquistou seu primeiro título em fevereiro de 2014.

Allen, que tinha fortuna estimada em US$ 20,3 bilhões (R$ 107,59 bilhões), morreu em 2018 em decorrência de complicações do linfoma. Desde então, sob a administração de sua irmã, Jody, os Seahawks seguem competitivos.

Mas ela não deve permanecer no controle por muito tempo. As regras da NFL proíbem que espólios ou fundações mantenham participação acionária em franquias, e o momento é oportuno: uma cláusula anterior exigia que 10% do valor da venda fosse repassado ao estado de Washington.

Segundo Ganis, esses processos normalmente levam de seis meses a um ano. Ainda assim, independentemente do tempo, uma coisa é certa — vencendo ou perdendo no domingo, os Seahawks caminham para um recorde histórico na liga.

“Acho que as pessoas deveriam se decepcionar se não for vendido por pelo menos US$ 8 bilhões (R$ 42,4 bilhões)”, diz Ganis. “E, sabendo que todo o dinheiro vai para a caridade, seria ótimo se o número começasse com 10.”

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

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