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Copa do Mundo 2026: Quem Ganha e Quem Perde com o Maior Evento do Futebol

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A Copa do Mundo de Futebol de 2026 terá impacto significativo para o varejo no Brasil. É o que acreditam os analistas do Santander. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 9, o banco avalia as diferentes implicações para cada segmento e mapeia a relevância do maior evento esportivo do ano, destacando potenciais vencedores e perdedores.

Embora apontem ser difícil quantificar plenamente o impacto econômico da Copa do Mundo sobre o varejo, os analistas se basearam no crescimento da pesquisa mensal de diferentes setores, comparando o desempenho anual com os meses em que o torneio ocorreu.

Nas últimas cinco Copas do Mundo, os meses que anteciparam o evento apresentaram consistentemente crescimento anual mais fraco em comparação com os resultados do ano completo. “Vemos esse padrão como evidência de que a Copa do Mundo tende a pesar negativamente sobre o desempenho geral das vendas do varejo”,  apontam os analistas do Santander.

A Copa do Mundo 2026 será o maior torneio realizado nas últimas décadas porque o evento foi ampliado: serão 48 seleções, contra 32 anteriormente. O evento também será mais longo, já que o campeão precisará disputar uma partida adicional (8 jogos, contra 7 anteriormente). “Esperamos que a maior duração do torneio amplifique seus efeitos econômicos”.

Ao analisar categorias específicas, o varejo de vestuário se destaca como o segmento mais negativamente impactado. O setor farmacêutico também apresentou desempenho inferior, embora em menor grau. Por outro lado, as categorias de Alimentos e de Eletrônicos e Móveis, em alguns anos, superaram suas médias anuais nos meses em que o torneio foi realizado, o que pode sugerir um aumento modesto da demanda.

Diante desse cenário, os analistas acreditam que o Grupo SBF, dona da marca Nike no Brasil, deve ser o principal vencedor, considerando a forte demanda por camisas da seleção brasileira e outros itens relacionados ao futebol. Além disso, veem ventos favoráveis para as vendas de eletrônicos e bens duráveis, o que tende a beneficiar o Mercado Livre, que também pode ganhar com maior demanda por artigos esportivos e itens relacionados.

Apesar disso, o esperado é um impacto negativo sobre as vendas totais do varejo no segundo e terceiro trimestre do ano, sobretudo no físico, devido à redução do fluxo de clientes em lojas nos dias de jogos. Esse efeito deve ser mais pronunciado em segmentos discricionários, em especial entre varejistas de moda, como C&A, Guararapes e Lojas Renner.

Varejistas de bens essenciais, por outro lado, tendem a ser menos afetados, já que a demanda nessas categorias costuma ser mais resiliente e menos sensível a interrupções temporárias no tráfego das lojas físicas. No caso dos varejistas de alimentos, pode ser possível observar aumento da demanda por categorias específicas, como carnes para churrasco, snacks e bebidas alcoólicas.

Veja quem pode ser beneficiar e quem deve ser prejudicado pelo torneio de futebol da Fifa, segundo o Santander:

Os ganhadores

Grupo SBF: os analistas esperam que o torneio gere uma contribuição incremental de receita de 4% em 2026. O tom da administração ao discutir o evento sugere um nível mais elevado de comprometimento na preparação para o evento deste ano em comparação com 2022, quando houveram problemas com estoque e falta de camisas da Seleção Brasileira. Em interações recentes, a gestão indicou planos de encomendar cerca de 850 mil camisas da seleção, aproximadamente 21% a mais do que na última Copa, quando foram adquiridas cerca de 700 mil unidades. O volume parece consistente com a estratégia de crescimento da companhia e sustenta a estimativa de aproximadamente R$ 390 milhões em receita incremental em 2026.

Mercado Livre: Embora seja difícil quantificar o impacto, o relatório aponta que o Mercado Livre deve se beneficiar claramente por dois motivos: ganho de participação de mercado em bens duráveis, especialmente TVs e eletrodomésticos, alavancando as vendas por meio da parceria recentemente anunciada com a Casas Bahia (maior vendedora de TVs do Brasil). Esse efeito isolado deve adicionar cerca de 2% de valor bruto de mercadorias extra no segundo trimestre de 2026 para a empresa, caso consiga capturar aproximadamente 30% das vendas de TVs da Casas Bahia no período; e possível migração temporária do consumo do físico para o digital durante o torneio, especialmente considerando que a empresa costuma promover seu marketplace durante transmissões de jogos por meio de QR codes para distribuição de cupons.

Casas Bahia e Magazine Luiza: A Copa deve gerar um impulso relevante para o consumo de bens duráveis, particularmente TVs e eletrodomésticos. Historicamente, grandes eventos esportivos tendem a estimular ciclos de substituição e upgrade desses produtos, o que leva o Santander a esperar um desempenho de vendas mais forte das varejistas durante o período do torneio, semelhante ao efeito de uma Black Friday adicional. Ou seja, aproximadamente equivalente a um mês extra de vendas.

Vulcabras: Embora a empresa não tenha ligação direta com a Copa do Mundo, pode se beneficiar da exposição de chuteiras da marca Mizuno, potencialmente impulsionando a demanda incremental, já que vêm sendo cada vez mais adotadas por jogadores profissionais, funcionando como marketing não pago durante os jogos. Os analistas vêm potencial para um impacto positivo, ainda que secundário, nas vendas da fabricante, impulsionado por maior engajamento do consumidor com produtos relacionados ao futebol.

Arcos Dorados. O McDonald’s historicamente lança linhas de produtos temáticos da Copa do Mundo, inspiradas na culinária dos países participantes. O banco espera que essas ofertas por tempo limitado sustentem o fluxo de clientes e as vendas durante o evento, podendo compensar a menor visitação às lojas nos dias de jogos.

CVC: O torneio deve estimular a demanda por viagens aos países sede — Estados Unidos, México e Canadá. Como resultado, a Copa pode ser um potencial catalisador de vendas para a CVC em 2026, por meio de maior volume de reservas internacionais.

Os perdedores

AZZAS, C&A, Guararapes, Lojas Renner e Vivara: com base em evidências históricas, os analistas esperam que a Copa do Mundo impacte negativamente o tráfego de consumidores nas lojas físicas, resultando em desempenho de vendas mais fraco para varejistas de vestuário. Empresas de fast fashion devem ser os mais afetados devido à maior dependência do varejo físico. O impacto deve ser menor sobre a Vivara, dado seu perfil de consumo distinto e tíquete médio mais elevado.

RD Saúde e Pague Menos: a Copa do Mundo é um leve fator negativo para redes farmacêuticas, já que os dias de jogos tendem a reduzir o fluxo nas lojas. No entanto, a natureza não discricionária dos produtos deve mitigar amplamente o impacto negativo.

Assaí, Grupo Mateus e Pão de Açúcar: Dada a natureza essencial do consumo de alimentos, os analistas esperam que o efeito negativo seja mais limitado do que em categorias discricionárias. Além disso, a demanda por itens específicos, como carnes para churrasco, bebidas alcoólicas (especialmente cerveja) e snacks, pode apresentar aumento, compensando parcialmente o menor tráfego nos dias de jogos.

Quais podem ser os impactos?

Devido às diferenças de fuso horário entre o Brasil e os países sede, a maioria dos jogos deve ocorrer fora do horário comercial, com partidas da fase de grupos previstas para 19h e 22h (horário de Brasília). Isso deve limitar as interrupções no funcionamento do varejo físico.

O número de jogos disputados pode variar de 3 (eliminação na fase de grupos) a 8 (final do campeonato).

Veja as trajetórias potenciais da seleção brasileira ao longo do torneio, assumindo que termine em 1º ou 2º lugar na fase de grupos:

  • No primeiro cenário, em que o Brasil termina em 1º no grupo, 50% das partidas seriam disputadas nos fins de semana. Nesse caso, a concentração de jogos fora do horário comercial seria mais favorável aos varejistas, potencialmente limitando o impacto negativo de partidas realizadas aos fins de semana, quando o fluxo de clientes costuma ser maior do que em dias úteis.
  • Já no cenário em que o Brasil termina em 2º no grupo e conquista o título, apenas 37,5% das partidas ocorreriam nos fins de semana, com o restante sendo disputado em dias úteis. Isso poderia ser ainda mais favorável ao varejo, já que uma parcela maior dos jogos aconteceria em dias de trabalho, pesando menos sobre o tráfego nas lojas durante os fins de semana.
  • Há também a possibilidade de avançar ao mata-mata terminando em 3º, mas os horários das partidas nesse cenário são menos previsíveis.

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