Crise climática força seguradoras a rever modelos de risco no Brasil – CQCS
A intensificação dos eventos climáticos extremos tem provocado mudanças profundas no mercado de seguros no Brasil. Os alagamentos urbanos e as secas prolongadas no campo estão forçando as empresas do setor a repensarem modelos de proteção, gestão de risco e sustentabilidade. As companhias de seguros, inclusive, estão criando incentivos para clientes que adotam medidas de mitigação de risco.
Segundo Ney Ferraz Dias, presidente da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), inundações, enxurradas, tempestades severas (vendaval, granizo, tornados) e danos elétricos decorrentes dessas ocorrências são os eventos climáticos que mais têm pressionado o mercado segurador nos últimos anos.
“A cobertura de dano elétrico, em especial, tem sido a que mais gera sinistros no mercado brasileiro, pois, na medida em que ocorrem temporais e quedas na rede elétrica, há prejuízos significativos a eletrodomésticos, máquinas e equipamentos, que podem estar em residências ou empresas de pequeno, médio e grande porte” comentou Ney Ferraz.
Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), conta que, em áreas urbanas, os eventos climáticos mais comuns estão relacionados a excessos de chuva, como alagamentos, inundações e tempestades intensas. Já em áreas rurais, destacam-se condições climatológicas prolongadas, com ênfase para secas, que afetam diretamente a produção agrícola.
“A crise climática também tem impulsionado a criação de produtos voltados à transição para uma economia de baixo carbono e ao apoio a setores genuinamente sustentáveis. Entre os exemplos emergentes estão seguros para projetos de energias renováveis, como fotovoltaica e eólica, seguros agrícolas voltados a práticas sustentáveis e seguros para soluções baseadas na natureza, como restauração e preservação florestal para geração de créditos de carbono”, contou Prates.
Falta de previsibilidade
Rodrigo Curi, professor da FGV (Faculdade Getúlio Vargas) e pesquisador de riscos climáticos aplicados ao setor de seguros, destaca que, na atualidade, a volatilidade da crise climática é um dos principais desafios para as empresas de seguros.
“Antes, falávamos de riscos climáticos como fenômenos concentrados em certas áreas, como a seca no Nordeste ou as enchentes em vales de rios conhecidos. Hoje, costumo dizer que ‘o clima chegou ao seu CEP”, disse Curi.
Essas evidências de que o Brasil não está mais fora do mapa de desastres naturais têm forçado empresas de seguros a aperfeiçoar práticas de identificação, avaliação, precificação e gestão de riscos climáticos. A consideração de cenários climáticos e projeções não estacionárias, em vez da dependência exclusiva de séries históricas, tem subsidiado decisões estratégicas de longo prazo na gestão das carteiras.
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