Endividamento das Famílias Atinge 49,3% em Outubro
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Em outubro, o endividamento das famílias atingiu 49,3% da renda, com aumentos de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,2 ponto percentual em doze meses. Já a porção do orçamento comprometida com dívidas aumentou 0,6 pont0 percentual no mês e 2,2 ponto percentual em doze meses, alcançando 29,4%. É o que apontam dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira, 26.
O número segue elevado, com comprometimento da renda em patamar que demanda cautela, ainda que haja sinais de acomodação nos últimos meses. Esse quadro impõe desafios à expansão do crédito nos bancos, exigindo estratégias que conciliem crescimento com preservação da qualidade da carteira.
Taxas de juros
A taxa média de juros das novas operações de crédito situou-se em 31,9% ao ano, com alta de 0,1 ponto percentual. no mês e de 3,5 ponto percentual em doze meses. Por segmento, as taxas médias de juros nas concessões às empresas e às famílias situaram-se em 20,6% ao ano e 37% ao ano, respectivamente, resultado de quedas de 1 ponto percentual. e 0,6 ponto percentual no mês e de 1,6 ponto percentual e 4,1 ponto percentual em doze meses.
O spread bancário, diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação estimado, atingiu 20,9 ponto percentual, com acréscimos de 0,3 ponto percentual no mês e de 2,5 ponto percentual em doze meses. Esse movimento favorece as margens financeiras, especialmente para instituições com maior capacidade de gestão de passivos e eficiência operacional. A ampliação do spread, contudo, exige equilíbrio: embora contribua para resultados robustos, pode limitar a demanda por crédito em segmentos mais sensíveis ao custo financeiro.
No crédito com recursos livres, a taxa média de juros foi de 46,7% ao ano em novembro, com elevações de 0,6 ponto percentual no mês e de 5,8 ponto percentual em doze meses. Nas operações com empresas, a taxa média situou-se em 24,5% ao ano, com queda de 0,6 ponto percentual no mês e elevação de 2,8 ponto percentual acumulada em 12 meses. Contribuíram para o resultado mensal as reduções nos juros de desconto de duplicatas e outros recebíveis (queda de 0,7 ponto percentual) e de capital de giro com prazo superior a 365 dias (queda de 0,7 ponto percentual).
No crédito livre às famílias, a taxa média de juros alcançou 59,4% ao ano, com elevações de 0,9 ponto percentual no mês e de 6,2 ponto percentual em doze meses. Destacaram-se os aumentos em crédito não consignado (alta de 5,5 ponto percentual), cartão de crédito rotativo (alta de 0,7 ponto percentual) e cartão de crédito parcelado (alta de 3,2 ponto percentual)
O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de toda a carteira ativa de crédito, situou-se em 23,7% ao ano. em novembro, com elevações de 0,1 ponto percentual no mês e de 2 ponto percentual em doze meses.
Inadimplência
O percentual de inadimplência da carteira de crédito, considerados os atrasos superiores a 90 dias, permaneceu em 3,8%, com estabilidade no mês e aumento de 0,7 ponto percentual em doze meses.
No crédito livre, a inadimplência atingiu 5%, apresentando redução de 0,1 ponto percentual no mês e crescimento de 0,7 ponto percentual em doze meses. A inadimplência do crédito livre às pessoas jurídicas caiu 0,1 ponto percentual no mês e subiu 0,1 ponto percentual em doze meses, situando-se em 2,9%. Para as pessoas físicas, a inadimplência recuou 0,1 ponto percentual no mês e avançou 1 ponto percentual em doze meses, situando-se em 6,3%.
Os dados de inadimplência indicam estabilidade após meses de alta, mas os níveis ainda se encontram acima da média histórica. Essa realidade reforça a necessidade de provisões consistentes e políticas rigorosas de concessão, sobretudo em produtos de maior risco. analisa relatório do BB Investimentos.
Estoque de crédito
O estoque de crédito em novembro cresceu 0,9%, alcançando R$ 7 trilhões, com avanços de 0,3% no crédito às pessoas jurídicas e de 1,2% no crédito às pessoas físicas, cujos saldos situaram-se, respectivamente, em R$ 2,6 trilhões e R$ 4,4 trilhões. Em doze meses, o estoque permaneceu em trajetória de desaceleração, com incremento de 9,5% ante 10,2% nos doze meses até outubro deste ano. Também ocorreu redução no ritmo de crescimento do crédito às empresas, com alta de 7% ante 8,4% em outubro, e no crédito às famílias, com alta de 11,1% ante 11,3%.
O estoque de crédito com recursos livres (concedidos com taxas definidas pelo mercado) somou R$ 4 trilhões em novembro, com altas de 0,7% no mês e de 7,8% em doze meses. No crédito livre às pessoas jurídicas, o saldo totalizou R$ 1,6 trilhão, com queda de 0,1% no mês e elevação de 1,4% em 12 meses. Destacaram-se a expansão em antecipação de faturas de cartão (alta de 7,2%), bem como as reduções em desconto de duplicatas e outros recebíveis (queda de 4,1%) e capital de giro (queda de 0,9%).
O crédito livre às pessoas físicas cresceu 1,3% no mês e 12,4% em doze meses, impulsionado no mês pelas operações de crédito pessoal (1,1%), aquisição de veículos (2,3%) e cartão de crédito à vista (1,7%).
O crédito direcionado (definido ou influenciado por decisões do governo) atingiu R$ 3 trilhões em novembro, com expansões de 1% no mês e de 11,9% em doze meses. O crédito direcionado às empresas, com saldo de R$ 1 trilhão, cresceu 1,1% no mês e 16,9% em doze meses. No crédito direcionado às famílias, com saldo de R$ 1,9 trilhão, altas de 1% e 9,4%, na mesma ordem.
As linhas direcionadas e o crédito para pessoa física seguem como principais vetores de crescimento, impulsionado por produtos de menor risco e maior rentabilidade. Essa evolução ocorre em um momento no qual os bancos priorizam qualidade na originação para mitigar risco, apontam analistas do BB Investimentos, em relatório.
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