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Mais da Metade dos Investidores Quer Ampliar Aportes em Real Estate na América Latina

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O mercado imobiliário comercial da América Latina deverá ter, em 2026, um ano de recuperação nos investimentos. Levantamento da consultoria CBRE mostra que 52% dos investidores pretendem ampliar sua alocação em real estate no decorrer do ano, considerando aportes de até 10% ou acima desse patamar.

O dado faz parte do LATAM Investor Sentiment Survey, estudo que reúne percepções de investidores institucionais, fundos e gestores com atuação na região.

A leitura é a de que depois de um período de maior cautela provocado pelo ciclo global de juros elevados, a combinação de inflação em queda, expectativa de redução das taxas e preços de ativos considerados mais atrativos começa a trazer o setor imobiliário de volta ao radar.

Segundo Edson Ferrari, vice-presidente da CBRE no Brasil, parte desse movimento também reflete uma mudança na forma como investidores globais estão olhando para os mercados emergentes.

“Existe essa situação mais favorável na América Latina de maneira geral, com os juros arrefecendo, e também um desejo dos investidores de diversificar risco”, diz.

O estudo não busca medir indicadores econômicos ou seja, o quanto eles pretendem investir, mas sim captar a disposição dos investidores em relação ao mercado. Nos últimos anos, o aumento das taxas de juros nas principais economias levou muitos fundos a concentrar investimentos em mercados considerados mais centrais, como Estados Unidos e Europa.

Agora, com a expectativa de estabilização do cenário macroeconômico, a região volta a entrar no radar.

“O mundo começou a olhar para os mercados mais centrais, Estados Unidos e Europa, e agora vem para a América Latina. Olha e fala: ‘Poxa, está barato’”, afirma Ferrari.

Brasil segue relevante no radar internacional

Dentro desse contexto regional, o Brasil continua sendo um dos principais mercados monitorados por investidores estrangeiros.

A expectativa de queda dos juros e o arrefecimento da inflação têm contribuído para melhorar a percepção de risco do país, algo que costuma influenciar diretamente as decisões de investimento no setor imobiliário.

“Quando você tem a macroeconomia se ajustando e os juros podendo cair, isso ajuda muito o setor”, afirma o executivo.

Apesar das preocupações recorrentes com o cenário fiscal e regulatório brasileiro, Ferrari diz que muitos investidores internacionais ainda veem o país como uma oportunidade relevante no longo prazo.

“Eles veem muito mais como oportunidade do que como risco”, afirma. “O Brasil tem mercados que estão crescendo, como multifamily, hotelaria e data centers, além de energia limpa e disponibilidade de terras.”

Para parte dos fundos globais, o país também funciona como uma espécie de porta de entrada para a América Latina, tanto pelo tamanho da economia quanto pela diversidade de ativos disponíveis.

Regionalmente, a sondagem indica uma forte concentração em São Paulo, que deve receber 39% dessas alocações, seguida por Rio de Janeiro, com 9%. Em seguida aparecem o Distrito Federal com 7%, Paraná com 5% e Espírito Santo com 4%. Minas Gerais, Bahia e Pernambuco devem concentrar, cada uma, 3% das alocações..

Logística lidera preferências

Entre os segmentos imobiliários, logística e industrial continuam liderando o interesse dos investidores. Segundo a pesquisa da CBRE, 40,82% dos entrevistados apontam esse setor como principal destino de capital em 2026.

O avanço do comércio eletrônico nos últimos anos reforçou a demanda por galpões logísticos próximos aos grandes centros urbanos.

“A cadeia de logística cresceu muito com o boom do e-commerce e isso só reforçou o que já vinha acontecendo no mercado”, afirma Ferrari.

Há espaço também para outros ativos menores, conhecidos como last mile (última milha) ou infill, localizados perto das regiões de maior consumo, o que permite reduzir prazos de entrega e custos de distribuição.

Na sequência aparece o multifamily, citado por 22,45% dos investidores. O modelo consiste em edifícios residenciais inteiros pertencentes a um único proprietário institucional e destinados exclusivamente à locação. Embora seja consolidado em mercados como Estados Unidos, México e Chile, o segmento ainda está em estágio inicial no Brasil.

Segundo Ferrari, um dos fatores que chamou a atenção dos investidores foi a resiliência desse modelo durante períodos de maior instabilidade econômica.

“Quem tinha multifamily conseguia ajustar a ocupação dentro do próprio portfólio, realocando moradores conforme a necessidade das famílias. Isso ajudava a manter o negócio sustentável”, diz.

Os escritórios aparecem na terceira posição das preferências, com 18,37% das respostas.

O setor chegou a enfrentar forte desconfiança durante a pandemia, quando o trabalho remoto reduziu a ocupação de edifícios corporativos. Nos últimos anos, porém, o retorno gradual ao trabalho presencial em grandes empresas trouxe sinais de recuperação. Especificamente em São Paulo, a alta demanda vem remodelando áreas de maior concentração, e fazendo com que as empresas busquem alternativas à saturada Faria Lima.

Segundo Ferrari, o mercado imobiliário comercial brasileiro registrou cerca de R$ 40 bilhões em transações no último ano, sendo que os escritórios responderam por aproximadamente 18% desse volume.

“O escritório retomando deu um alento para os investidores também de falar: ‘Poxa, é uma classe que vale a pena voltar a olhar’”, afirma.

Além desses segmentos mais tradicionais, outros nichos começam a aparecer com mais frequência nas estratégias de investimento, como data centers e hotelaria.

No caso da hotelaria, cidades como o Rio de Janeiro têm registrado recuperação da demanda turística. Já os data centers aparecem impulsionados pela expansão da economia digital e pela disponibilidade de energia renovável no Brasil, fator considerado estratégico por empresas globais de tecnologia.

Movimento gradual de capital

Apesar do otimismo captado pela pesquisa, o movimento de capital ainda tende a ocorrer de forma gradual.

Segundo Ferrari, muitos grandes fundos globais ainda possuem exposição relativamente pequena à América Latina dentro de seus portfólios.

“Ninguém está colocando um volume enorme. Muitas vezes é 1% ou menos do portfólio desses grandes fundos, mas isso já faz o mercado notar um movimento mais favorável”, afirma.

Para o executivo, à medida que as condições macroeconômicas se estabilizem e os investidores ganhem mais visibilidade sobre juros e inflação, o fluxo de capital para o setor imobiliário da região pode ganhar mais força nos próximos anos.

Metodologia

Ao todo, 150 empresas participaram do levantamento, a partir de um universo de mais de 300 investidores convidados de toda a América Latina. O perfil de quem respondeu é composto majoritariamente por líderes (CEOs, CFOs etc) e investidores institucionais do mercado imobiliário. São executivos que estão diretamente envolvidos em decisões de alocação de capital em real estate na América Latina.

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