Nova geração no comando redefine modelos de liderança nas empresas – CQCS
A presença da Geração Z em cargos estratégicos começa a ganhar força nas empresas brasileiras e já provoca mudanças relevantes na forma de liderar equipes e tomar decisões. Segundo o blog Fala Omint, o avanço desses jovens profissionais desmonta a ideia de que a nova geração rejeita posições de liderança e aponta para uma transformação concreta nos modelos tradicionais de comando.
Durante anos, a Geração Z foi associada à falta de interesse por cargos de gestão, percepção reforçada por estudos e reportagens que apontavam um suposto “gap de líderes”. No entanto, de acordo com a análise do blog Fala Omint, à medida que esses profissionais chegam à fase adulta, entre 25 e 30 anos, o cenário passa a ser outro, com maior presença em posições estratégicas e decisões relevantes dentro das organizações.
Formada por pessoas nascidas entre 1995 e 2010, a Geração Z cresceu em um contexto marcado pela hiperconectividade, por rápidas transformações tecnológicas e por debates constantes sobre diversidade, sustentabilidade e saúde mental. Segundo o Fala Omint, esse ambiente moldou uma relação mais crítica com o trabalho e com estruturas hierárquicas rígidas, influenciando diretamente a forma como esses jovens encaram a liderança.
Valores como propósito, autenticidade, coerência entre discurso e prática e equilíbrio entre vida pessoal e profissional passaram a orientar as decisões de carreira dessa geração. Ainda segundo o blog Fala Omint, o sucesso profissional deixou de estar associado exclusivamente à ascensão hierárquica e passou a ser medido pelo impacto gerado, pela autonomia e pela qualidade de vida.
Esse movimento ajuda a explicar por que liderar não é, necessariamente, um objetivo final para a Geração Z. Uma pesquisa global da Deloitte aponta que apenas 6% desses jovens têm como ambição ocupar cargos formais de liderança. Na avaliação da Omint, o dado não indica desinteresse, mas uma redefinição do papel da liderança, vista como uma ferramenta a ser utilizada quando alinhada ao propósito individual.
O comportamento da Geração Z também redefine o que as empresas precisam oferecer para atrair e reter talentos. Conforme destaca o blog, cultura organizacional transparente, lideranças acessíveis, flexibilidade de horários e investimento real em saúde mental ganharam peso nas decisões de permanência, ao lado do compromisso com diversidade e sustentabilidade.
A resistência inicial a cargos de liderança, segundo a análise do Fala Omint, está relacionada à forma como essas posições foram historicamente construídas. Muitos jovens cresceram observando líderes sobrecarregados, com pouco equilíbrio emocional e alta pressão por resultados, o que criou uma associação direta entre liderança e burnout. Modelos autoritários e centralizadores também se mostram incompatíveis com os valores dessa geração.
Quando a Geração Z assume posições estratégicas, o modelo de liderança tende a ser mais horizontal e colaborativo. De acordo com o Fala Omint, decisões são construídas de forma coletiva, com foco em escuta ativa, comunicação transparente e uso estratégico da tecnologia para aumentar a eficiência e o engajamento das equipes.
Empresas de tecnologia, startups e negócios orientados por impacto social já demonstram, na prática, os efeitos desse estilo de liderança, com equipes mais engajadas, menor rotatividade e maior estímulo à inovação. Ainda assim, o blog aponta que o movimento impõe desafios relevantes às áreas de Recursos Humanos, especialmente no que diz respeito ao reconhecimento contínuo e à retenção de talentos.
Estudos da Gallup mostram que colaboradores que se sentem reconhecidos têm 45% menos probabilidade de deixar a empresa após dois anos, reforçando a importância de feedbacks frequentes e valorização das entregas no dia a dia. Outro ponto sensível é a busca por flexibilidade, já que dados da Fundação Getulio Vargas indicam que mais de 60% dos jovens entre 18 e 29 anos que optam por atuar como pessoa jurídica o fazem em busca de autonomia.
Para o blog Fala Omint, o principal aprendizado é claro: a Geração Z não rejeita a liderança, mas questiona modelos ultrapassados. Empresas que compreendem esse movimento e adaptam suas práticas de gestão tendem a construir ambientes mais humanos, sustentáveis e alinhados às transformações do mundo do trabalho.
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