Novo pacto com a União Europeia impacta mercado de seguros – CQCS
Com a recente aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai, empresas brasileiras entram em uma nova etapa de expansão internacional. O avanço nas negociações amplia o acesso ao mercado europeu, mas também exige uma gestão de risco mais estruturada, especialmente diante do aumento do volume de transações e da concessão de prazos mais competitivos aos importadores.
Nesse cenário, a Allianz Trade, líder global em seguro de crédito, reforça a relevância do seguro de crédito à exportação como instrumento de proteção financeira e fomento aos negócios internacionais. Além de mitigar riscos de inadimplência, a modalidade pode ser utilizada como garantia para operações do PROEX, Programa de Financiamento às Exportações, operado pelo Banco do Brasil.
O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com expectativa de redução de barreiras tarifárias e simplificação de processos para produtos brasileiros. Ao mesmo tempo, a entrada em novos mercados demanda mecanismos que assegurem previsibilidade financeira e liquidez para os exportadores.
Segundo Luciano Mendonça, diretor comercial da Allianz Trade no Brasil, o convênio com o Banco do Brasil facilita o acesso das empresas a condições de financiamento mais competitivas, especialmente em um ambiente de maior concorrência internacional.
“A contratação do seguro de crédito à exportação é o passaporte que habilita o segurado a acessar o programa federal, permitindo uma dinâmica financeira essencial: vender a prazo para o importador europeu e receber o valor à vista no Brasil. O novo horizonte com a União Europeia exigirá que o exportador brasileiro ofereça prazos de pagamento competitivos para ganhar mercado”, acredita.
Ao explorar novos mercados, as empresas também passam a lidar com riscos comerciais e políticos que exigem garantias adicionais. De acordo com Mendonça, o seguro de crédito à exportação atende diretamente a essa necessidade ao cobrir eventos como mora prolongada, insolvência do comprador e riscos políticos.
“Uma das formas mais dinâmicas de ampliar a atuação da empresa no acesso ao mercado internacional e atender às exigências de garantia do PROEX é contratar o seguro de crédito à exportação, pois a apólice pode cobrir riscos comerciais como mora prolongada, insolvência e riscos políticos dos exportadores, se credenciando para fazer negócios no exterior com maior segurança”.
Para acessar as condições do PROEX, as empresas precisam atender a alguns critérios, como receita bruta anual de até R$ 1,3 bilhão, prazo de vendas de até 180 dias, regularidade fiscal junto à União e enquadramento dos produtos nos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul autorizados pelo programa.
Com expectativa de impacto positivo na balança comercial brasileira nos próximos anos, o acordo Mercosul-União Europeia reforça a importância de soluções de gestão de risco no processo de internacionalização. Nesse contexto, o seguro de crédito se consolida como um diferencial estratégico, contribuindo para fortalecer a posição dos exportadores brasileiros nas negociações internacionais e proteger as contas a receber.
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