Os 7 Principais Temas de Investimento para 2026, segundo Wall Street
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O início do ano foi marcado por expectativas positivas. O tema macro adotado para 2025 foi “Oportunidades de Crescimento à Frente”, avaliação que se confirmou ao longo do período.
O atual ciclo de alta do mercado completou seu terceiro ano em outubro de 2025, e a valorização não se restringiu apenas às ações do grupo conhecido como “Magnificent 7” — Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon.com, Alphabet, Tesla e Meta Platforms —, estendendo-se a um conjunto mais amplo de ativos.
Como referência, o “Magnificent 7” respondeu por 62% do retorno total do índice S&P 500 em 2023, 54% em 2024 e “apenas” 44% em 2025, até 9 de dezembro de 2025. Na maioria das vezes, essas ações ainda exercem um papel de liderança no mercado acionário e influenciam o sentimento dos investidores.
Porém, áreas temáticas como investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA), energia, aeroespacial e defesa, saúde (especialmente biotecnologia) e ações internacionais (tanto de mercados desenvolvidos quanto emergentes) entregaram retornos ainda mais expressivos aos seus investidores. No Brasil, por exemplo, o Ibovespa teve alta de 30% no ano.
Para os investidores que receiam que o atual mercado de alta esteja “cansado” e próximo de uma correção, a análise do histórico oferece um contraponto relevante. De acordo com pesquisas da Creative Planning, ao observar os últimos 50 anos, os cinco ciclos de alta que alcançaram seu terceiro ano de duração continuaram em trajetória ascendente.
O mais curto desses ciclos durou cinco anos, a média foi de oito anos e dois se estenderam por mais de uma década. Ainda assim, ressalta-se que o desempenho passado não é garantia de resultados futuros, e este ciclo pode apresentar comportamento distinto.
Embora o mercado acionário, medido pelo índice S&P 500, tenha registrado retornos sólidos de dois dígitos em 2025 (o terceiro ano consecutivo com esse desempenho), o início do ano não parecia promissor. Isso, em grande parte devido ao chamado “tariffs tantrum”, provocado pelo anúncio inicial de tarifas feito pelo presidente Trump em abril, que surpreendeu muitos investidores pela severidade e abrangência.
Ainda assim, a turbulência foi breve. Em 8 de abril, o S&P 500 acumulava queda de 14,99% no ano; desde então, avançou 38,45% entre 8 de abril e 9 de dezembro de 2025. Esse período serve como mais um exemplo dos riscos de tentar acertar o momento ideal de entrada e saída do mercado, e de como permanecer investido ao longo do tempo — respeitando tolerância ao risco, horizonte e objetivos — costuma ser mais relevante no longo prazo.
O Federal Reserve (Fed) também esteve no centro das atenções dos investidores em 2025. Em 10 de dezembro, como esperado, o Fed reduziu a taxa de juros em 25 pontos-base, por votação de 10 a 3, o terceiro corte do ano, levando a taxa-alvo dos Fed Funds para a faixa de 3,50% a 3,75%. O novo gráfico de projeções (Dot Plot), divulgado na mesma data, indicou mais um corte de 25 pontos-base em 2026 e outro em 2027, o que, em conjunto, levaria a taxa à estimada taxa neutra de 3%.
Os comentários do atual presidente do Fed, Jerome Powell, após a reunião de dezembro, estiveram alinhados à narrativa de “corte com viés duro”, dominante antes do último encontro do FOMC do ano. Powell afirmou: “Não tomamos nenhuma decisão sobre janeiro” e “estamos bem posicionados para esperar e observar como a economia evolui”.
Vale destacar, porém, que o mandato de Powell termina em maio de 2026, e o novo presidente do Fed indicado por Trump provavelmente será mais dovish e favorável a cortes adicionais.
Ao projetar o próximo ano, a expectativa é de que o atual mercado de alta complete seu quarto aniversário. Ainda assim, é provável que haja episódios de volatilidade no curto prazo, enquanto determinados segmentos ligados a volumes expressivos de gastos projetados tendem a apresentar desempenho superior. Em contraste, áreas consideradas mais sobrevalorizadas podem enfrentar maior pressão negativa.
A seguir, os 10 Principais Temas de Investimento para 2026:
1. Demanda crescente por soluções de energia
Segundo o Pew Research, os data centers dos EUA consumiram 183 terawatts-hora (TWh) de eletricidade em 2024, cerca de 4% do consumo total do país — aproximadamente o equivalente à demanda anual de energia de todo o Paquistão.
No entanto, projeta-se que o consumo energético dos data centers americanos aumente 133%, alcançando 426 TWh até 2030. A eletricidade já está sob pressão nos EUA, cuja rede elétrica ainda é antiga. Assim, os data centers — o sistema nervoso do ecossistema de IA — precisarão buscar fontes alternativas, como gás natural e energia nuclear, para suprir sua necessidade energética.
A S&P Global Ratings estima que a crescente demanda dos data centers resultará em consumo adicional de gás entre 3 e 6 bilhões de pés cúbicos por dia até 2030. No campo nuclear, o Goldman Sachs avalia que EUA e outros países estão nos estágios iniciais de uma renascença nuclear, impulsionada pela demanda energética dos data centers, especialmente por meio de pequenos reatores modulares (SMRs) e usinas nucleares de grande escala.
A Deloitte também sugere que novas capacidades nucleares podem atender 10% do aumento projetado da demanda de data centers até 2035. Ou seja, empresas que oferecem produtos ou serviços nessas áreas tendem a se beneficiar desse crescimento esperado.
2. Continuidade do boom da infraestrutura de IA
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou em 28 de agosto de 2025: “Uma nova revolução industrial começou. A corrida da IA está em andamento”, acrescentando que vê entre US$ 3 trilhões e US$ 4 trilhões (R$ 16,74 a R$ 22,32 trilhões) em gastos com infraestrutura de IA até o fim da década.
As oportunidades de investimento vão além dos semicondutores, incluindo construção de data centers, conectividade elétrica, energia e soluções de refrigeração.
3. Modernização global de defesa e segurança
No novo cenário geopolítico, países de todo o mundo, incluindo os EUA, estão destinando bilhões de dólares para reabastecer, modernizar e atualizar suas capacidades de defesa e segurança.
Na Cúpula da OTAN de Haia em 2025, os aliados concordaram em investir 5% do PIB anual em defesa e segurança até 2035, sendo 3,5% para necessidades militares centrais e 1,5% para áreas relacionadas, como cibersegurança e infraestrutura.
Nos EUA, o plano de gastos para o ano fiscal de 2026 prevê autorização potencial superior a US$ 900 bilhões (R$ 5,02 trilhões), com foco em modernização nuclear, munições convencionais e hipersônicas, IA, espaço e sistemas autônomos, incluindo drones. Empresas que atuam nessas frentes tendem a se beneficiar do aumento dos investimentos.
4. M&A em biotechs de menor porte
A Johnson & Johnson iniciou 2025 com a aquisição da Intra-Cellular Therapies por US$ 14,6 bilhões (R$ 81,47 bilhões). Após desaceleração inicial, o ritmo de aquisições acelerou no meio do ano.
Segundo a AlphaSense, o valor acumulado de negócios em biotecnologia em 2025 já superou o total de 2024. Grandes farmacêuticas enfrentam pressões de margem, controle de preços e perda de patentes.
Mais de 200 medicamentos devem perder proteção patentária nos próximos anos, incluindo pelo menos 69 blockbusters com vendas anuais acima de US$ 1 bilhão (R$ 5,58 bilhões) cada, totalizando perdas projetadas superiores a US$ 300 bilhões (R$ 1,67 trilhão). Biotechs inovadoras — com terapias gênicas, RNA, oncologia de precisão e medicamentos para obesidade como GLP-1 — tornam-se alvos naturais. Empresas com ativos em Fase II ou III do FDA são pontos de partida relevantes.
5. Cortes moderados de juros e crescimento modesto
O Fed prevê apenas um corte de 25 pontos-base em 2026 e outro em 2027, com crescimento real do PIB estimado em 2,3% em 2026.
Os investidores não devem esperar estímulos agressivos e devem se posicionar para crescimento econômico moderado, com inflação em desaceleração. Caso o ciclo de corte de juros no Brasil se confirme, a tendência é que o mercado brasileiro seja beneficiado.
6. Expectativa de maior volatilidade no curto prazo
Em 2025, apenas 6% dos pregões em Wall Street tiveram quedas acima de 1,5%. Avaliações esticadas tornam correções pontuais mais prováveis.
Ainda assim, tentar prever o mercado tende a ser improdutivo; abordagens equilibradas e defensivas podem ser mais adequadas.
7. Diversificação com ações internacionais
Em 2025, ações internacionais superaram as americanas em até 15,32%. Avaliações relativas, crescimento de lucros e possível enfraquecimento do dólar podem sustentar esse movimento em 2026, sem abandonar a exposição aos EUA, mas ampliando a diversificação global. No Brasil, especialistas seguem apontando que o múltiplo de preço/lucro segue abaixo da média histórica, abrindo espaço para valorização.
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