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Por Que Reciclar Arranha-Céus Está Se Tornando Mais Viável Que Demolir

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Por que arranha-céus e edifícios altos estão sendo reciclados? A reutilização criativa de pequenas construções, onde os materiais existentes são recuperados ou reaproveitados, tornou-se cada vez mais popular nos últimos anos. Mas e quanto a edifícios maiores, como arranha-céus? 

Embora a demolição de edifícios altos existentes tenha sido, durante muito tempo, a opção preferida, cada vez mais projetistas e proprietários estão optando por uma abordagem mais sustentável, priorizando a reutilização sempre que possível. 

Um exemplo é a Quay Quarter Tower, em Sydney, Austrália, um edifício reciclado que foi finalista do Earthshot Prize de 2025. Gerido pela Dexus e detido pelo Dexus Wholesale Property Fund (DWPF), Mirvac Wholesale Office Fund (MWOF) e Rest, o edifício Quay Quarter Tower, com 49 andares, foi construído em 1976. 

Em 2011, os proprietários decidiram transformar o prédio de escritórios na peça central de um próspero centro cultural. A Dexus, juntamente com os coproprietários e a equipe do projeto, incluindo a consultoria internacional Arup, os arquitetos dinamarqueses da 3XN, a sócia executiva australiana BVN, os engenheiros estruturais da BG&E e a construtora Multiplex, tinham como objetivo reutilizar o máximo possível do edifício existente. 

A equipe conseguiu preservar 65% da estrutura original e 98% do núcleo, economizando mais de 12 mil toneladas de carbono incorporado no processo. Paul Sloman, que lidera os negócios de propriedade, ciência, indústria e tecnologia e infraestrutura social da Arup, disse em entrevista que existem cerca de 40 mil edifícios altos em todo o mundo e que pelo menos 10% deles estão chegando ao fim de sua vida útil, provavelmente sendo demolidos.

Sloman acrescentou que muitos desses edifícios enfrentam problemas semelhantes, pois, embora sejam estruturalmente sólidos, poderiam ser melhorados para atender aos padrões modernos de construção e às exigências comerciais. 

Ele também afirmou que as regulamentações em muitas partes do mundo já estão incentivando incorporadores e arquitetos a considerar a reforma e a reutilização de edifícios altos, e que as imagens 3D e a inteligência artificial estão ajudando a demonstrar o que é possível. “Estamos no início da jornada da economia circular globalmente, embora o Reino Unido e a Europa estejam um pouco mais avançados do que o resto do mundo”, disse Sloman. 

Segundo diz, os fornecedores europeus de materiais estão pensando ativamente em reprocessar o vidro e fabricar módulos de construção que possam ser reutilizados e substituídos facilmente no futuro. “Com a IA e a tecnologia digital, estamos reduzindo rapidamente a incerteza em torno do custo da modernização”, diz. “Nós, consultores técnicos, temos a função de dar aos incorporadores imobiliários a segurança necessária em relação aos custos, tornando a reforma ainda mais atrativa. Em muitos casos, isso pode fazer sentido tanto do ponto de vista econômico quanto de sustentabilidade.” 

Simon Wyatt, sócio da área de sustentabilidade da consultoria de engenharia e design Cundall, afirmou em entrevista que houve uma mudança definitiva para priorizar a reforma da estrutura existente. Wyatt acrescentou que essa mudança se deve, em parte, a campanhas de publicações como o Architect’s Journal e, agora, a regulamentações, particularmente no centro de Londres, introduzidas pelo Conselho Municipal de Westminster e pela Corporação da Cidade de Londres. 

Wyatt afirmou que, no passado, a demolição e a construção de novos edifícios costumavam ser a opção mais barata. Com o aumento dos custos dos materiais, a remodelação está se tornando mais viável economicamente, principalmente no Reino Unido. 

Ele acrescentou que o conceito de economia circular ganhou mais força na indústria da construção nos últimos anos e que agora espera-se que os projetos tenham estratégias de fim de vida útil, contemplando tanto os acessórios quanto as próprias estruturas. “Já não é aceitável simplesmente demolir um prédio em Westminster ou na City de Londres”, disse. 

“É preciso demonstrar que diversos cenários foram analisados, desde uma reforma simples até a construção de um novo imóvel”, acrescentou Wyatt. “Depois, é necessário mostrar os impactos e benefícios ambientais associados a todas essas opções e comprovar que a escolha feita é a solução mais adequada.” 

Alexander Morris, diretor-geral da BGO, destacou em entrevista o trabalho realizado no edifício 105 Victoria Street, em Westminster, no centro de Londres. O edifício é o maior empreendimento de escritórios 100% elétrico e com emissão zero de carbono do Reino Unido. Morris acrescentou que, quando se fala em sustentabilidade na construção civil, geralmente a referência é ao ciclo de vida do carbono de um projeto. 

Agora, também se considera o valor social e o impacto na comunidade que irá ocupar o edifício, bem como naqueles que vivem e trabalham ao seu redor. Ele afirmou que há uma demanda crescente por ventilação natural e recursos de bem-estar, como espaços ao ar livre e que o objetivo é tentar oferecer a maior flexibilidade possível para que um edifício permaneça relevante pelo maior tempo possível, de forma semelhante ao que faziam os vitorianos.

“Mas não se pode focar apenas no carbono. É preciso pensar no impacto operacional”, afirmou Morris.  “Se você construir um edifício sustentável e atrair bons inquilinos, o futuro pode ser promissor pelos próximos 100 anos, e não apenas pelos próximos 15.”

Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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